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Cartaz

Sáb Set 04 @08:00: Exposição colectiva de artistas do Núcleo: Victor Sousa, Malangatana e mais - Núcleo de Arte
Sáb Set 04 @08:00: Exposição de arte - Museu Nacional de Arte
Sáb Set 04 @08:00: Feira de Livros na UEM - no patio da biblioteca central Brazao Mazula (campus principal da uem)
Sáb Set 04 @10:00: Playground - Café Acácia Jardim dos Professores
Sáb Set 04 @18:00: MONA @ Live - Gil Vicente
Sáb Set 04 @22:00: DINO MIRANDA AO VIVO EM MAPUTO E ARREDORES - Matola Jazz Bar
Dom Set 05 @08:00: Exposição de arte - Museu Nacional de Arte
Dom Set 05 @08:00: Exposição colectiva de artistas do Núcleo: Victor Sousa, Malangatana e mais - Núcleo de Arte
Seg Set 06 @08:00: Exposição de arte - Museu Nacional de Arte
Seg Set 06 @08:00: Exposição colectiva de artistas do Núcleo: Victor Sousa, Malangatana e mais - Núcleo de Arte
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Maputo volta a normalidade

Destaques - Newsflash

Escrito por Redação Sexta, 03 Setembro 2010 21:06 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Situação de completa calma na cidade Maputo, os transportes públicos e chapas 100 funcionam sem problemas. O comércio já está a funcionar quase normalmente as padarias durante a tarde deixaram de ter filas e o pão é vendido normalmente, ao novo preço. Depois de algumas enchentes em vários supermercados e mercearias que abriram durante a manhã a meio do dia podia-se fazer compras em alguns locais sem problemas. 

Diversas estações de serviço voltaram a operar e várias dependências bancárias estiveram em funcionamento e as caixas electrónicas, ATM, não registam filas nem problemas de falta de provisão. Alguns restaurantes estão a funcionar encontrando-se alguns repletos de clientes que relaxam neste início de fim de semana.

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Um dia no Banco de Socorros do HCM

Destaques - Nacional

Escrito por Félix Filipe Sexta, 03 Setembro 2010 11:12 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Tanto de noite como de dia nada os detém, homens e mulheres avançam determinados para uma das suas maiores lutas: salvar vidas mesmo quando tudo dorme, assim é no Banco de Socorros do HCM, um lugar onde o trabalho não pára. Terça-feira, pouco passa das 12 horas.

A noite cai suave e a brisa entra pelas portas e janelas, percorrendo os corredores, uma avalanche de pessoas entra e sai numa correria ditada pela busca incessante da saúde: estamos no Banco de Socorros do Hospital Central de Maputo.

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Uma história duas vidas

Destaques - Nacional

Escrito por Félix Filipe Sexta, 03 Setembro 2010 11:03 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Fernando Rataji e Sérgio Paruque são dois cegos que dão vida a uma história de amizade e afecto que começou em ‘77. Sempre andaram de mãos dadas e hoje partilham um espaço onde comercializam produtos de primeira necessidade e perspectivam um futuro promissor.

Os dois já se habituaram a vida que levam. Acordam, todos dias, às quatro horas para apanhar a tempo o transporte. Um a partir da Polana Caniço e outro saindo do bairro FPLM, mas ambos com o único destino: Avenida Guerra Popular, esquina com a 25 de Setembro na baixa da cidade de Maputo, onde fica o seu “quartel-general”, num pequeno espaço improvisado com caixas vazias e cartões gastos dando corpo a uma barraca com duas mesas pertencentes a cada um. À primeira vista, parece um negócio insignificante: uns pacotes de bolacha e alguns refrescos.

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A ntyiso wa wansatititi - Dar a volta por cima

Vozes - @Hora da Verdade

Escrito por Margarida Rebelo Pinto Sexta, 03 Setembro 2010 11:52 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

As gajas são mesmo tramadas, Gonçalo, é o que te digo. Quando um gajo anda atrás delas fazem-se difíceis, passam o tempo a dar para trás e a fi ngir que se estão a cagar para nós. Mas se um tipo não telefona durante três dias e elas embicam para ali, nunca mais nos largam.

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Mozambikanices d@Verdade - O corroer do tempo

Vozes - @Hora da Verdade

Escrito por Gaspar de Campos Sexta, 03 Setembro 2010 11:25 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Faz hoje mais ou menos duas semanas que fui invadido por mais uma ideia genial. Geralmente acontece-me várias vezes por dia, quando menos espero. Estava a pôr o pé fora da cama. Neste tempo de frio, que se faz sentir em Maputo pelakela hora das 6 e qualquer coisa, e piso este pensamento fabuloso.

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Bitonga Blues - Os estranhos cães de Tete!

Vozes - @Hora da Verdade

Escrito por Alexandre Chaúque Sexta, 03 Setembro 2010 12:03 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

A última vez que vi uma incrível matilha em casa de alguém foi em Inhassoro, na província de Inhambane, em fi nais de 1980, num espectáculo repugnante que me vai criar náuseas e medo sempre que, por qualquer motivo, a minha memória me traz fi lmes passados nesta vida que fervilha intensamente em mim.

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@Verdade Cor-de-Rosa - “Manifs”

Vozes - @Hora da Verdade

Escrito por Magda Burity da Silva Sexta, 03 Setembro 2010 11:27 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Hoje escrevo a partir da Manhiça. Estava preparada para continuar a escrever sobre da preparação de um casamento para estabelecer um paralelismo em relação à organização de um grande evento. Como o Festival Tunduro, a semana passada.

Mas alguns leitores estão com sorte já que, esta manhã, acordei com a notícia que Maputo estava a arder. Por vezes acredito que nada acontece por acaso… tive um namorado que me dizia para não ligar aos meus pressentimentos, uma vez que muitos deles se referiam a ele. Sei que no fundo acreditava que eu sabia a ‘Verdade’, mas a sua fuga era apelidar as minhas suspeições de “cor-de-rosas”. Ontem não consegui parar de ouvir em ‘loop’ (repetidamente) uma música da banda reggae ‘Midnite’, chama-se “Right Direction” e tem a participação da voz linda de Dezarie.

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Maputo regressa a normalidade

Destaques - Newsflash

Escrito por Redação Sexta, 03 Setembro 2010 07:09 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Os céus de Maputo acordaram cinzentos, um pouco nublados, mas sem nenhuma manifestação popular registada na cidade ou província desde a noite desta quinta-feira.

42 autocarros dos Transportes Públicos Urbanos, TPM, estão a operar desde as primeiras horas desta sexta-feira sem necessidade de escolta policial e existe indicação que durante o dia mais autocarros estarão a operar nas várias rotas. Alguns transportes semi-colectivos de passageiros, chapa 100, já estão a operar.

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No dia em que Hélio não voltou para casa

Tema de Fundo - Tema de Fundo

Escrito por João Vaz de Almada Quinta, 02 Setembro 2010 21:14 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Já passa das 10 da manhã e a circulação automóvel no interior da cidade de Maputo, à medida que o tempo passa, é cada vez mais reduzida. Nesta quarta-feira, primeiro dia do mês de Setembro, o exíguo número de veículos faz lembrar os anos de 1993/ 94, quando a capital moçambicana era percorrida quase exclusivamente por viaturas da ONUMOZ, a força de paz que as Nações Unidas destacaram para Moçambique, logo após a assinatura do Acordo Geral de Paz, rubricado em Roma, em Outubro de 1992.

Ao cimo da luxuosa Avenida Kenneth Kaunda - ficam aqui muitas residências dos embaixadores estrangeiros e de altos dirigentes do partido no poder -, já depois da Praça da OMM (Organização da Mulher Moçambicana), a nuvem de fumo adensa-se e uma ligeira brisa transporta o odor desagradável da borracha queimada. As fogueiras de pneus traçam a fronteira: da Praça para baixo e para a direita, em direcção ao bairro do Polana Caniço, fica a “cidade de caniço” que se desloca diariamente para trabalhar para a outra, para a “cidade de cimento”.

Mas hoje, contrariamente à rotina de todos os dias, quase ninguém veio trabalhar.

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EDITORIAL: Quando o povo mandou nos senhores

Opinião - Editoral

Escrito por João Vaz de Almada Quinta, 02 Setembro 2010 20:13 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Na passada quarta-feira, por volta das 6,30 horas, sou, subitamente, acordado por um telefonema do meu cozinheiro: “Patrão não estou a conseguir sair daqui [Zimpeto]. Os chapas não circulam, não há transporte. Está tudo parado e os terminais estão cheios de gente.” No final, diz-me: “Se conseguir ainda vou hoje.” Percebi, pelo seu tom de voz, que disse a última frase só para me animar, porque muito difi cilmente viria. E assim foi.

Percebi também que o apelo à greve, divulgado na véspera por SMS, surtira efeito, confi rmado pela nebulosidade que toldava o horizonte, a fazer lembrar outras revoltas populares também contra o aumento do custo de vida. Durante todo o dia ouvi dizer da boca dos responsáveis políticos e mesmo de alguns intelectuais, que a revolta não tinha um rosto, que não dava a cara, escondendo-se por trás de “aventureiros, malfeitores e até bandidos”, epítetos entregues por um alto responsável do Governo.

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