EDITORIAL: Quando o povo mandou nos senhores

Escrito por João Vaz de Almada Quinta, 02 Setembro 2010 20:13 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Na passada quarta-feira, por volta das 6,30 horas, sou, subitamente, acordado por um telefonema do meu cozinheiro: “Patrão não estou a conseguir sair daqui [Zimpeto]. Os chapas não circulam, não há transporte. Está tudo parado e os terminais estão cheios de gente.” No final, diz-me: “Se conseguir ainda vou hoje.” Percebi, pelo seu tom de voz, que disse a última frase só para me animar, porque muito difi cilmente viria. E assim foi.

Percebi também que o apelo à greve, divulgado na véspera por SMS, surtira efeito, confi rmado pela nebulosidade que toldava o horizonte, a fazer lembrar outras revoltas populares também contra o aumento do custo de vida. Durante todo o dia ouvi dizer da boca dos responsáveis políticos e mesmo de alguns intelectuais, que a revolta não tinha um rosto, que não dava a cara, escondendo-se por trás de “aventureiros, malfeitores e até bandidos”, epítetos entregues por um alto responsável do Governo.

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E amanhã como será?

Escrito por Adérito Caldeira Quarta, 01 Setembro 2010 22:13 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Enquanto se faz ainda o balanço das manifestações - ou agitações como prefere chamar o nosso Presidente Guebuza - desta quarta-feira, dezenas de feridos, pelo menos quatro mortos confirmados, centenas de feridos e muitos bens materiais danificados o povo moçambicano vai dormir esta noite com a incerteza de como irá acordar amanhã.

Irão as manifestações continuar? Circula desde a tarde de hoje uma mensagem pelos telemóveis mobilizando a sua continuidade.

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Petróleo: Um presente eternamente envenenado?

Escrito por João Vaz de Almada Quinta, 19 Agosto 2010 16:19 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

O anúncio efectuado na passada segunda-feira pelo Governo moçambicano confirmando a existência de petróleo na bacia do rio Rovuma, na província nortenha de Cabo Delgado, provocou uma enorme onda de euforia no país. Já só oiço falar em milhões e biliões de barris/ano e as acções da Cove Energy, empresa que detém uma posição de 8,5% no bloco de exploração, dispararam 14% na bolsa de Londres. E, quando se sabe que a certificação de existência vem dos americanos da Anadarko Petroleum – empresa norte-americana que desde 2006 faz prospecção de ouro negro naquela zona do país –, não há hipótese de a coisa cheirar a esturro.

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O ensaio geral correu mal

Escrito por Adérito Caldeira Quinta, 12 Agosto 2010 20:53 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Até ao dia do início dos Jogos da CPLP os dirigentes desportivos envolvidos na organização do torneio asseguraram aos moçambicanos que tudo estaria pronto para que estes Jogos corressem às mil maravilhas, afinal andamos a ensaiar a táctica para a organização dos Jogos Africanos de 2011. Porém, enquanto o nosso Presidente da República falava na abertura dos Jogos em alegria, festa, beleza e criatividade, a pista de atletismo do parque dos Continuadores continuava à espera da prometida reabilitação.

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“Orgulhosamente” moçambicano

Escrito por Rui Lamarques Sexta, 06 Agosto 2010 09:37 Atenção, abrirá numa nova janela. PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Triste. Muito triste. De dar pena. De causar indignação até à náusea a quem gosta de cultura – de “cultura”, ponto final. Esta foi a forma como um dos eventos mais emblemáticos do panorama artístico moçambicano foi enxotado para segundo plano, despudoradamente ultrapassado, conscientemente atropelado e, assim, enxovalhado mesmo, por todas as “questões” que o envolveram. Antes e depois.

 

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